EM BREVE










A Maio Maio vai passar a organizar grupos de leitura mensais em Ovar. A ideia é muito simples: ler em conjunto, na íntegra e em voz alta - pela primeira vez ou não-, livros, textos ou panfletos publicados por nós e por outros projetos editoriais. 

Entre cerveja e alguns petiscos, a primeira roda está já marcada para o próximo dia 18 de Abril, sábado, às 16h, com a leitura d’OS VITORIOSOS, de Christopher Nealon, editado em 2022 pela Maio Maio e traduzido para português por Miguel Cardoso. 

O terreno de jogo será o bonito terraço do C.C.R.D. Bairro da Misericórdia.

Inscrição: https://forms.gle/6GRbzkW7v35jGn8i8







Uma pequena história da fadiga, de Tom Melick. 


Este ensaio, originalmente publicado em dezembro de 2020 pela @rosa_collective, procura desdobrar uma face dupla da fadiga. Não deixando de ser uma consequência direta do trabalho alienado, a exaustão é, também, um obstáculo a ser superado pela produção capitalista, um limite imposto ao lucro. 

Podem as trabalhadoras encontrar-se, umas às outras, nestes momentos de dissociação? E será possível, a partir deles, planear uma fuga mais permanente? 

“Ao mesmo tempo, interessa-me a fadiga enquanto um “factor afectivo” porque é, apesar de tudo o que é feito para a remediar, um estado negativamente activo - um estado que não aumenta a produtividade. Ou seja, para dizer que é um pouco misteriosa e que nos abre frequentemente possibilidades de olharmos para o tecto ou para o céu, de sonharmos acordadas, de desacelerarmos, de nos recusarmos a participar.”



Tom Melick é um escritor e editor australiano. Edita, ao lado de Elisa Taber, a série Slug, e, em conjunto com Simryn Gill, fundou e coordena a @stolon_press

A tradução é da braba Leonor Castro Nunes. 

Novidades muito em breve.